29 de out. de 2010
Produção de petróleo cresceu mais na era FHC
Um dos principais temas da reta final da campanha presidencial no segundo turno, a Petrobras apresentou um crescimento na produção de petróleo maior no governo tucano que na atual gestão petista.
Segundo dados do "Valor Data" - segmento de pesquisa do jornal "Valor Econômico" -, nos oito anos sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, a estatal passou de uma produção diária de 716 mil barris, em 1995, para 1,5 milhão de barris/dia, em 2002, ou seja, um crescimento de 109%.
Já no governo Lula, a produção passou de 1,540 milhão de barris/dia, em 2003, para 2,002 milhões de barris/dia em 2010, segundo dados até agosto, o que representa um crescimento de 30%.
Especialistas apontam diversos motivos para a redução do crescimento da produção: ao estar em um patamar mais elevado, fica mais difícil manter uma expansão em ritmo acelerado. Outra razão para esta situação é e mudança de estratégia, com a estatal priorizando a atividade de refino em detrimento da alta na extração de óleo.
Mas, segundo alguns analistas, também pode ter contribuído para o avanço menor o aumento da ingerência política na Petrobras, que reduziu a eficiência da empresa.
- Isso demonstra a atual situação da empresa, de maior ingerência política sobre suas decisões. Em parte, esse crescimento menor ocorreu porque a empresa preferiu investir em refinaria, mas a maior parte dos analistas não vê a necessidade de tantas refinarias nem ganhos muito relevantes para os acionistas. Ou seja, talvez, se a decisão fosse só econômica, faria mais sentido continuar aumentando a produção - afirmou Daniella Marques, analista da Oren Investimentos, referindo-se à decisão da estatal de aumentar o processamento do óleo no país, o que contribui para a industrialização do setor, embora possa não ter sido a melhor opção econômica em determinado momento.
Fonte: O Globo
Segundo dados do "Valor Data" - segmento de pesquisa do jornal "Valor Econômico" -, nos oito anos sob a gestão de Fernando Henrique Cardoso, a estatal passou de uma produção diária de 716 mil barris, em 1995, para 1,5 milhão de barris/dia, em 2002, ou seja, um crescimento de 109%.
Já no governo Lula, a produção passou de 1,540 milhão de barris/dia, em 2003, para 2,002 milhões de barris/dia em 2010, segundo dados até agosto, o que representa um crescimento de 30%.
Especialistas apontam diversos motivos para a redução do crescimento da produção: ao estar em um patamar mais elevado, fica mais difícil manter uma expansão em ritmo acelerado. Outra razão para esta situação é e mudança de estratégia, com a estatal priorizando a atividade de refino em detrimento da alta na extração de óleo.
Mas, segundo alguns analistas, também pode ter contribuído para o avanço menor o aumento da ingerência política na Petrobras, que reduziu a eficiência da empresa.
- Isso demonstra a atual situação da empresa, de maior ingerência política sobre suas decisões. Em parte, esse crescimento menor ocorreu porque a empresa preferiu investir em refinaria, mas a maior parte dos analistas não vê a necessidade de tantas refinarias nem ganhos muito relevantes para os acionistas. Ou seja, talvez, se a decisão fosse só econômica, faria mais sentido continuar aumentando a produção - afirmou Daniella Marques, analista da Oren Investimentos, referindo-se à decisão da estatal de aumentar o processamento do óleo no país, o que contribui para a industrialização do setor, embora possa não ter sido a melhor opção econômica em determinado momento.
Fonte: O Globo
Serra diz que é 'bom para o mundo' ouvir o papa defender a vida
O candidato a presidente José Serra (PSDB) fez um rápido comentário nesta quinta-feira, 28, em Uberlândia (MG), sobre a atitude do papa Bento XVI, que condenou o aborto e conclamou os bispos brasileiros a orientarem politicamente os fiéis católicos. Serra disse que não leu a declaração do papa na íntegra, mas que conhecia o seu teor. "O papa é um líder espiritual mundial da igreja católica, ele tem o pleno direito de emitir as suas diretrizes e orientações para os católicos do mundo. (Ele) Tem plena liberdade de fazê-lo, é um guia espiritual muito importante, e a defesa da vida é algo que merece fazer parte das palavras do Papa, além do que é previsível, além do que é bom para o mundo ouvir isso: a defesa da vida", disse o tucano.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Fonte: O Estado de S.Paulo
Debate da Rede Globo será nesta sexta-feira
José Serra participará nesta sexta-feira, 29/10, do último debate das eleições 2010, na Rede Globo, depois da novela "Passione". O debate será mediado pelo jornalista William Bonner e as perguntas serão feitas por eleitores indecisos da plateia. A seleção dos participantes foi feita pelo Ibope em diferentes estados.
Cada eleitor vai elaborar cinco perguntas com temas definidos pela produção, como meio ambiente, educação, saúde, segurança, habitação, política externa, agricultura, políticas sociais, etc. Serão selecionadas as 12 mais representativas de cada tema.
O debate terá três blocos e um sorteio definirá o candidato que responderá à primeira pergunta. O candidato terá dois minutos para a resposta, com dois minutos de réplica e mais dois minutos para a tréplica. Ao fim do terceiro bloco, haverá as considerações finais.
Fonte: O Globo
Cada eleitor vai elaborar cinco perguntas com temas definidos pela produção, como meio ambiente, educação, saúde, segurança, habitação, política externa, agricultura, políticas sociais, etc. Serão selecionadas as 12 mais representativas de cada tema.
O debate terá três blocos e um sorteio definirá o candidato que responderá à primeira pergunta. O candidato terá dois minutos para a resposta, com dois minutos de réplica e mais dois minutos para a tréplica. Ao fim do terceiro bloco, haverá as considerações finais.
Fonte: O Globo
Serra defende valorização do servidor público
Durante o encontro, Aécio lembrou as propostas para o estado entregues ao candidato à presidência no começo da campanha e que imediatamente foram incorporadas ao seu programa de governo: “Serra tem compromissos claros e objetivos com Minas. Serra tem compromisso com a melhoria de nossas estradas, com a descentralização da gestão das nossas rodovias, de ajudar nosso prefeito de Uberlândia a tocar o mais completo e moderno hospital municipal do Brasil que será inaugurado dentro de poucas semanas”, disse o ex-governador.
Logo em seguida, Serra anunciou: “Essa região precisa ter duplicação de estradas para o centro-oeste e para São Paulo. Precisa chegar gás, para impulsionar ainda mais a industrialização. Precisa de investimentos em infraestrutura porque é uma região próspera. O Triângulo Mineiro é uma região desenvolvida e o que eu quero é que o Brasil se eleve a esse padrão, se nivelando por cima e não por baixo”.
Outros compromissos presentes na Agenda de Minas preveem a construção de 38 escolas técnicas, 20 policlínicas, construção do Anel Metropolitano de Belo Horizonte e ampliação dos aeroportos de Confins e Uberlândia.
Serra também comentou sobre o Dia do Funcionário Público no Brasil, comemorado nesta quinta-feira, e suas propostas para a valorização do servidor: “Nós precisamos melhorar os serviços públicos, que atendem principalmente a nossa população mais necessitada. É preciso prestigiar o funcionário de carreira, dar-lhe uma formação melhor, remunerações mais condignas, admitir funcionário por concurso. Temos que valorizar o concurso público no Brasil. Quando governador, eu fiz concurso para mais de 110 mil funcionários. Creio que o concurso é a chave para melhorar o serviço público, junto com treinamento e os incentivos ao mérito e bom desempenho”.
No final da tarde, Serra seguiu para Montes Claros (MG), onde participou de carreata, encontrou-se com representantes da OAB e visitou a casa de Dona Zizi, importante líder comunitária.
Foto: Cacalos Garrastazu
Alckmin diz que "Lula e Dilma não são invencíveis"
O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (27), em Teresina, Piauí, que a candidata Dilma Rousseff (PT) e o presidente Lula não são "invencíveis".
Ao participar de uma caminhada no centro da capital piauiense, Alckmin disse que a eleição não está decidida e que a disputa será apertada. "Ninguém é invencível numa eleição e eles (Dilma e Lula) não são", afirmou o governador eleito.
Para Alckmin é natural o confronto no segundo turno, mas ressaltou que é importante preservar a civilidade. "Nós não somos inimigos, somos concorrentes", disse.
"É na última semana que ocorrem as grandes viradas. O que tem agora são intenções de voto, mas voto mesmo você vai ter na urna. É uma disputa apertada, mas não está decidida. O que vale é a urna, o que vale é a eleição, que é domingo, dia 31", afirmou Alckmin.
Em Teresina, Alckmin teve uma passagem rápida e caminhou apenas um quarteirão no centro comercial de Teresina. Após a caminhada, o governador eleito falou de cima de um mini-trio elétrico montado no calçadão.
O governador eleito defendeu a união de todos os partidos em defesa do desenvolvimento do País. "Não tem essa história de carteirinha de filiação partidária. É preciso a união de todos os partidos".
Fonte: Terra
Ao participar de uma caminhada no centro da capital piauiense, Alckmin disse que a eleição não está decidida e que a disputa será apertada. "Ninguém é invencível numa eleição e eles (Dilma e Lula) não são", afirmou o governador eleito.
Para Alckmin é natural o confronto no segundo turno, mas ressaltou que é importante preservar a civilidade. "Nós não somos inimigos, somos concorrentes", disse.
"É na última semana que ocorrem as grandes viradas. O que tem agora são intenções de voto, mas voto mesmo você vai ter na urna. É uma disputa apertada, mas não está decidida. O que vale é a urna, o que vale é a eleição, que é domingo, dia 31", afirmou Alckmin.
Em Teresina, Alckmin teve uma passagem rápida e caminhou apenas um quarteirão no centro comercial de Teresina. Após a caminhada, o governador eleito falou de cima de um mini-trio elétrico montado no calçadão.
O governador eleito defendeu a união de todos os partidos em defesa do desenvolvimento do País. "Não tem essa história de carteirinha de filiação partidária. É preciso a união de todos os partidos".
Fonte: Terra
Usina avalizada por Dilma no RS deu prejuízo
Idealizada em 2000 pela hoje candidata petista e por Valter Cardeal, a Termogaúcha nunca saiu do papel
Turbinas compradas por US$ 100 mi foram vendidas 6 anos depois por menos da metade do preço, US$ 43,1 mi
À frente da Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff (PT) e seu braço direito no setor elétrico, Valter Cardeal, hoje diretor da Eletrobras, participaram da criação de usina a gás que nunca saiu do papel e gerou prejuízo para a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).
Batizada de Termogaúcha, a usina idealizada em 2000 foi liquidada seis anos depois pelos acionistas -CEEE, Petrobras, Ipiranga e Repsol-, sem funcionar.
Os sócios movem processo contra a CEEE pelos prejuízos causados e por dívidas.
A Termogaúcha foi incluída no programa do governo FHC para construir termelétricas. A intenção era utilizar gás argentino, o que não se viabilizou em seguida.
Dilma e Cardeal culpam a crise energética argentina pelos problemas.
Documentos obtidos pela Folha mostram que Dilma avalizou a compra de turbinas a gás e a vapor da empresa GE (General Eletric), por US$ 100,3 milhões. Na época, ela ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da CEEE.
Em 2006, as turbinas foram vendidas por menos da metade do preço pago: US$ 43,1 milhões. Na época, Dilma presidia o Conselho de Administração da Petrobras, uma das sócias, que tentou comprar as turbinas. Cardeal foi para a Eletrobras.
Os sócios ainda gastaram para estocar as turbinas no exterior no período.
A principal crítica ao projeto é que a gestão se precipitou por não ter garantias.
"Foi feito sem ter a venda da energia, o que é uma tradição no setor elétrico. A gente só começa um empreendimento quando essa energia está vendida, o que dá contratualmente segurança", afirmou o atual presidente da CEEE, Sérgio Camps. "A CEEE vai sair com prejuízo de pelo menos R$ 60 milhões [investimento e dívidas] nessa participação frustrada."
Hoje, o governo gaúcho é do PSDB. Na época, era administrado pelo PT.
Auditorias e analistas estimam que a dívida da CEEE seja de R$ 35 milhões.
Atas das reuniões da CEEE que a Folha teve acesso mostram que Dilma deixou o projeto nas mãos de Valter Cardeal, então diretor da CEEE. A rapidez no processo chamou a atenção da Eletrobras.
Numa das reuniões do conselho da CEEE, o próprio Cardeal informa a advertência feita pela Eletrobras para que "nos próximos empreendimentos" a documentação relativa à constituição da empresa deverá ser submetida previamente e em tempo hábil para análise".
Fonte: Folha de S.Paulo
Turbinas compradas por US$ 100 mi foram vendidas 6 anos depois por menos da metade do preço, US$ 43,1 mi
À frente da Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff (PT) e seu braço direito no setor elétrico, Valter Cardeal, hoje diretor da Eletrobras, participaram da criação de usina a gás que nunca saiu do papel e gerou prejuízo para a CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica).
Batizada de Termogaúcha, a usina idealizada em 2000 foi liquidada seis anos depois pelos acionistas -CEEE, Petrobras, Ipiranga e Repsol-, sem funcionar.
Os sócios movem processo contra a CEEE pelos prejuízos causados e por dívidas.
A Termogaúcha foi incluída no programa do governo FHC para construir termelétricas. A intenção era utilizar gás argentino, o que não se viabilizou em seguida.
Dilma e Cardeal culpam a crise energética argentina pelos problemas.
Documentos obtidos pela Folha mostram que Dilma avalizou a compra de turbinas a gás e a vapor da empresa GE (General Eletric), por US$ 100,3 milhões. Na época, ela ocupava o cargo de presidente do Conselho de Administração da CEEE.
Em 2006, as turbinas foram vendidas por menos da metade do preço pago: US$ 43,1 milhões. Na época, Dilma presidia o Conselho de Administração da Petrobras, uma das sócias, que tentou comprar as turbinas. Cardeal foi para a Eletrobras.
Os sócios ainda gastaram para estocar as turbinas no exterior no período.
A principal crítica ao projeto é que a gestão se precipitou por não ter garantias.
"Foi feito sem ter a venda da energia, o que é uma tradição no setor elétrico. A gente só começa um empreendimento quando essa energia está vendida, o que dá contratualmente segurança", afirmou o atual presidente da CEEE, Sérgio Camps. "A CEEE vai sair com prejuízo de pelo menos R$ 60 milhões [investimento e dívidas] nessa participação frustrada."
Hoje, o governo gaúcho é do PSDB. Na época, era administrado pelo PT.
Auditorias e analistas estimam que a dívida da CEEE seja de R$ 35 milhões.
Atas das reuniões da CEEE que a Folha teve acesso mostram que Dilma deixou o projeto nas mãos de Valter Cardeal, então diretor da CEEE. A rapidez no processo chamou a atenção da Eletrobras.
Numa das reuniões do conselho da CEEE, o próprio Cardeal informa a advertência feita pela Eletrobras para que "nos próximos empreendimentos" a documentação relativa à constituição da empresa deverá ser submetida previamente e em tempo hábil para análise".
Fonte: Folha de S.Paulo
Assembléia permanente
O que o cidadão, ex-presidente Luiz Inácio da Silva fará durante os próximos quatro anos a contar já do próximo domingo quando será eleito o (a) sucessor (a)?
O que fez desde o instante em que assumiu a Presidência do Brasil: campanha eleitoral. A ele não bastam os dois mandatos; quer mais dois, perfazendo 16 anos de Presidência com um breve intervalo de quatro para cumprir uma exigência legal.
Se a realidade contrariar as pesquisas e o eleito for José Serra, a tarefa de Lula será a de comandar a desestabilização do governo. Não poderá contar com as Forças Armadas nem com o Congresso.
Os militares querem distância do jogo e os parlamentares quem proximidade com o poder qualquer que seja.
Lula recorrerá ao PT, aos aliados tradicionais e talvez possa contar com o PSOL. Certamente poderá contar com o lumpesinato, com os coronéis da antiquíssima política, com os "movimentos sociais", os sindicatos e todos os que nutrirem insatisfação em relação ao governo.
Se for um governo que toma providências e, portanto, compra brigas, haverá grosso caldo de cultura para a ação do tipo de oposição ao gosto de Lula, destrutiva.
Se as pesquisas estiveram certas e a eleita for Dilma Rousseff fica tudo bem mais fácil. Ou não. Há duas possibilidades: a primeira, a de que Dilma seja tutelada por Lula, faça as coisas como ele acha que devam ser feitas e permita que ele tenha um espaço tal no governo que torne sua presença um fato constante e destacado no noticiário.
Nessa hipótese teremos o governo todo posto a serviço da campanha presidencial de Lula para 2014 e muita contestação à atitude da presidente.
A segunda, que muita gente no PT e fora dele, mas com experiência de poder, considera a mais provável, é a de que Dilma exerça o poder na plenitude. Mas só depois de um período, digamos, de quarentena, para tomar pé da situação e externar seu agradecimento ao antecessor pela eleição.
Em português claro, os defensores da segunda hipótese dizem que o efeito da caneta e da cadeira presidenciais é inexorável: quem está de posse de uma e sentado na outra dificilmente aceita dividir o poder.
Em geral isso é fato, mas no caso presente não há como concordar de antemão porque, além do absoluto controle sobre Dilma, Lula tem o partido, a popularidade e nenhum constrangimento em exigir da presidente o atendimento às suas vontades.
Republicano. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atendeu à determinação do presidente Lula, que reclamou mais votos para Dilma no segundo turno.
Transferiu o feriado de hoje (dia do funcionário público) para segunda-feira, a fim de prolongar mais o já prolongado feriado, dando a impressão de que pretende com isso estimular a abstenção eleitoral.
Em 2008, quando da disputa pela Prefeitura do Rio, o governador havia feito o mesmo, contribuindo para uma abstenção de quase 26% na zona sul, onde o então candidato Fernando Gabeira, adversário de Cabral, tinha a preferência do eleitorado.
Melhor não. Para quem argumenta que a imprensa precisa ser "controlada" porque os outros Poderes da República contam com instrumentos de fiscalização, uma informação: imprensa não é Poder constitucional.
Na sua grande maioria, os veículos de comunicação são privados, cujo grau de maior ou menor sucesso depende de investimentos, talento, capacidade administrativa e credibilidade.
A liberdade plena serve exatamente para quem quiser criar o próprio meio de expressão. Sem esse atributo essencial, os que hoje reclamam por controle amanhã podem ser vítimas dos controladores, caso a correlação de forças não seja politicamente favorável a eles.
Boca de urna. A campanha do PT está incentivando os eleitores a votarem vestindo camisetas estampadas com a imagem de Dilma.
Fonte: O Estado de S.Paulo
O que fez desde o instante em que assumiu a Presidência do Brasil: campanha eleitoral. A ele não bastam os dois mandatos; quer mais dois, perfazendo 16 anos de Presidência com um breve intervalo de quatro para cumprir uma exigência legal.
Se a realidade contrariar as pesquisas e o eleito for José Serra, a tarefa de Lula será a de comandar a desestabilização do governo. Não poderá contar com as Forças Armadas nem com o Congresso.
Os militares querem distância do jogo e os parlamentares quem proximidade com o poder qualquer que seja.
Lula recorrerá ao PT, aos aliados tradicionais e talvez possa contar com o PSOL. Certamente poderá contar com o lumpesinato, com os coronéis da antiquíssima política, com os "movimentos sociais", os sindicatos e todos os que nutrirem insatisfação em relação ao governo.
Se for um governo que toma providências e, portanto, compra brigas, haverá grosso caldo de cultura para a ação do tipo de oposição ao gosto de Lula, destrutiva.
Se as pesquisas estiveram certas e a eleita for Dilma Rousseff fica tudo bem mais fácil. Ou não. Há duas possibilidades: a primeira, a de que Dilma seja tutelada por Lula, faça as coisas como ele acha que devam ser feitas e permita que ele tenha um espaço tal no governo que torne sua presença um fato constante e destacado no noticiário.
Nessa hipótese teremos o governo todo posto a serviço da campanha presidencial de Lula para 2014 e muita contestação à atitude da presidente.
A segunda, que muita gente no PT e fora dele, mas com experiência de poder, considera a mais provável, é a de que Dilma exerça o poder na plenitude. Mas só depois de um período, digamos, de quarentena, para tomar pé da situação e externar seu agradecimento ao antecessor pela eleição.
Em português claro, os defensores da segunda hipótese dizem que o efeito da caneta e da cadeira presidenciais é inexorável: quem está de posse de uma e sentado na outra dificilmente aceita dividir o poder.
Em geral isso é fato, mas no caso presente não há como concordar de antemão porque, além do absoluto controle sobre Dilma, Lula tem o partido, a popularidade e nenhum constrangimento em exigir da presidente o atendimento às suas vontades.
Republicano. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, atendeu à determinação do presidente Lula, que reclamou mais votos para Dilma no segundo turno.
Transferiu o feriado de hoje (dia do funcionário público) para segunda-feira, a fim de prolongar mais o já prolongado feriado, dando a impressão de que pretende com isso estimular a abstenção eleitoral.
Em 2008, quando da disputa pela Prefeitura do Rio, o governador havia feito o mesmo, contribuindo para uma abstenção de quase 26% na zona sul, onde o então candidato Fernando Gabeira, adversário de Cabral, tinha a preferência do eleitorado.
Melhor não. Para quem argumenta que a imprensa precisa ser "controlada" porque os outros Poderes da República contam com instrumentos de fiscalização, uma informação: imprensa não é Poder constitucional.
Na sua grande maioria, os veículos de comunicação são privados, cujo grau de maior ou menor sucesso depende de investimentos, talento, capacidade administrativa e credibilidade.
A liberdade plena serve exatamente para quem quiser criar o próprio meio de expressão. Sem esse atributo essencial, os que hoje reclamam por controle amanhã podem ser vítimas dos controladores, caso a correlação de forças não seja politicamente favorável a eles.
Boca de urna. A campanha do PT está incentivando os eleitores a votarem vestindo camisetas estampadas com a imagem de Dilma.
Fonte: O Estado de S.Paulo
28 de out. de 2010
Serra contesta pesquisas e fala em “empate técnico”
O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, desconsiderou hoje, na sua quinta visita a Pernambuco nesta campanha, as pesquisas eleitorais que indicam a sua adversária, Dilma Rousseff (PT), com mais de 10 pontos porcentuais à frente na preferência do eleitorado brasileiro. “Acho que de fato há um empate técnico”, afirmou o tucano, em entrevista ao radialista Geraldo Freire, da Rádio Jornal, declaração que repetiu depois em entrevista na Radio Folha e a jornalistas.
Ele citou os institutos Vox Populi e Sensus como “alugados” e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele “talvez o mais independente” -, disse que “mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos”. “Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa”, reforçou o candidato, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as sondagens. “Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado.”
Serra criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e disse que neste segundo turno ele “passou dos limites”. Reiterou que Lula deixou de governar e “ficou todo jogado para eleger Dilma”, como se fosse uma questão de poder pessoal. Destacou que ninguém consegue governar de fora e que se a petista for eleita, “vai ficar tudo na mão dela”. “Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra.”
O tucano voltou a acusar o PT de fazer uma campanha baseada em mentiras contra ele e afirmou que Lula não diz a verdade ao afirmar que Serra não dará continuidade ao que o presidente fez no governo federal. Para Serra, a fala do presidente tem “motivos puramente eleitorais”, dentro “dessa cisma que tem que ganhar de qualquer maneira”. “Ele sabe que vou continuar”, disse.
Metrô
Sobre o caso do Metrô de São Paulo, que teve licitação suspensa por denúncia de cartas marcadas, Serra não considerou necessária uma investigação na gestão. Indagado o motivo, respondeu a pergunta com ataques ao governo federal do PT que, segundo ele, faz “publicamente, abertamente” proposta de concorrência acertada. Ele citou as hidrelétricas de Belo Monte e Jirau.
O candidato lembrou escândalos que rondam o governo federal - desde o mensalão à acusação de um banco alemão estatal que, segundo ele, acusa Dilma Rousseff e o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal, de ter dado um golpe de mais de 100 milhões de euros. Serra ainda afirmou que “está acontecendo um escândalo” no Brasil, que é o da inflação nos alimentos. Observou que o preço do feijão aumentou 60% desde julho, o arroz 23% e o leite, 22%.
Nordeste
Diante da ausência de Dilma no debate do primeiro turno para discutir o Nordeste e no que estava programado para hoje à noite, na Bahia - e que foi cancelado diante da negativa da candidata em participar -, o presidenciável tucano disse que a adversária não dá a devida importância à região.
Sobre a campanha do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado de Lula que pede o voto do eleitor em Dilma para garantir os compromissos com o Estado, Serra disse que o Campos sabe, “na sua intimidade, que isso não é verdade”. “Ele vai estar melhor comigo na presidência do que com Dilma.”
O tucano afirmou não serem promessas de campanha, mas “anúncio”, o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o 13.º salário do Bolsa Família. Sobre o futuro da economia, disse que o governo tem de estar de olho no futuro, “porque o Brasil está com um déficit no exterior que é o maior da história”. “Estamos pegando emprestado furiosamente do exterior ao contrario do que se diz”, afirmou.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Ele citou os institutos Vox Populi e Sensus como “alugados” e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele “talvez o mais independente” -, disse que “mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos”. “Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa”, reforçou o candidato, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as sondagens. “Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado.”
Serra criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e disse que neste segundo turno ele “passou dos limites”. Reiterou que Lula deixou de governar e “ficou todo jogado para eleger Dilma”, como se fosse uma questão de poder pessoal. Destacou que ninguém consegue governar de fora e que se a petista for eleita, “vai ficar tudo na mão dela”. “Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra.”
O tucano voltou a acusar o PT de fazer uma campanha baseada em mentiras contra ele e afirmou que Lula não diz a verdade ao afirmar que Serra não dará continuidade ao que o presidente fez no governo federal. Para Serra, a fala do presidente tem “motivos puramente eleitorais”, dentro “dessa cisma que tem que ganhar de qualquer maneira”. “Ele sabe que vou continuar”, disse.
Metrô
Sobre o caso do Metrô de São Paulo, que teve licitação suspensa por denúncia de cartas marcadas, Serra não considerou necessária uma investigação na gestão. Indagado o motivo, respondeu a pergunta com ataques ao governo federal do PT que, segundo ele, faz “publicamente, abertamente” proposta de concorrência acertada. Ele citou as hidrelétricas de Belo Monte e Jirau.
O candidato lembrou escândalos que rondam o governo federal - desde o mensalão à acusação de um banco alemão estatal que, segundo ele, acusa Dilma Rousseff e o diretor da Eletrobras, Valter Cardeal, de ter dado um golpe de mais de 100 milhões de euros. Serra ainda afirmou que “está acontecendo um escândalo” no Brasil, que é o da inflação nos alimentos. Observou que o preço do feijão aumentou 60% desde julho, o arroz 23% e o leite, 22%.
Nordeste
Diante da ausência de Dilma no debate do primeiro turno para discutir o Nordeste e no que estava programado para hoje à noite, na Bahia - e que foi cancelado diante da negativa da candidata em participar -, o presidenciável tucano disse que a adversária não dá a devida importância à região.
Sobre a campanha do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado de Lula que pede o voto do eleitor em Dilma para garantir os compromissos com o Estado, Serra disse que o Campos sabe, “na sua intimidade, que isso não é verdade”. “Ele vai estar melhor comigo na presidência do que com Dilma.”
O tucano afirmou não serem promessas de campanha, mas “anúncio”, o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o 13.º salário do Bolsa Família. Sobre o futuro da economia, disse que o governo tem de estar de olho no futuro, “porque o Brasil está com um déficit no exterior que é o maior da história”. “Estamos pegando emprestado furiosamente do exterior ao contrario do que se diz”, afirmou.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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